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Marketing de Experiência: o que é e como ele pode mudar o jogo

Por Ana Paula Agostini em 3 de maio de 2019
Leitura de 5 minutos
Marketing de Experiência: o que é e como ele pode mudar o jogo
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Parece que a cada dia ouvimos falar de um novo tipo de marketing, né? O termo da vez é o marketing de experiência.

Mas, afinal, o que é isso? É uma nova abordagem? Ou novos objetivos? Ele é tão diferente assim do Inbound Marketing?

Vamos falar um pouco sobre o que é marketing de experiência e explicar seus principais pilares neste artigo, então acompanhe comigo!

O que é marketing de experiência?

O marketing de experiência visa trabalhar a relevância de uma marca para seus clientes. Ou seja, explora a interação que a pessoa tem com a marca (desde o primeiro contato, até o pós-venda) visando aproximar e atribuir valor a esta relação.

Uma vez estabelecida essa relação mais próxima entre cliente e marca, a fidelização é uma consequência e, mais do que isso, o cliente se torna um embaixador da marca.

Cada interação com a marca pode ser considerada uma experiência diferente, e todas elas irão, juntas, contribuir para a construção da opinião do cliente sobre a marca, bem como a imagem que ela projeta.

Já deu pra perceber que o marketing de experiência se apoia muito no indivíduo, né? Por isso é importante entender muito bem a persona do negócio. É só com ela bem estruturada que você saberá o que sua persona busca e o que agrega valor a ela.

Já sabe o que é valioso para a sua persona? Ótimo! Então é hora de descobrir como usar isso para se aproximar.

Quais são os tipos de experiências?

Sentidos:

Como o nome diz, se apoiam nos nosso 5 sentidos, então vão desde estímulos visuais, àquele cheiro característico da marca;

Sentimento:

Neste caso focam diretamente nas emoções do receptor da experiência. Podem, por exemplo, estimular um sentimento de nostalgia com alguma menção da infância;

Pensamento:

Aqui a experiência é mais racional, e diz muito sobre a relação do cliente com a missão da marca. Por exemplo, uma pesquisa de 2015 aponta que 75% dos millennials consideram que é um fator importante de decisão ver que a empresa também oferece algum tipo de retorno à sociedade.

Ação:

Explorada tanto nos canais offline como online, as ações são as mais frequentes, e podem ser ações promocionais, virais, etc;

Identificação:

Talvez o tipo que estabelece uma relação mais próxima entre cliente e marca

Por que o marketing de experiência se faz necessário?

Sabemos que a cada ano nossa forma de consumir – informação, produtos ou serviços – muda. E que isso acontece com cada vez mais rapidez, certo?

Se a nossa forma de consumir muda, a reação natural do mercado é se adequar para suprir essa necessidade.

Atualmente vivemos em uma época de overflow de informações. Estima-se que recebamos cerca de 3.000 mensagens por dia. E sabe de quantas vamos nos lembrar, em média, ao final do dia?

Quatro!

 

Esse saturamento no recebimento de informações, aliado à reputação da antiga publicidade invasiva e, muitas vezes, traiçoeira; levou a uma negação muito grande das gerações mais novas em relação a este tipo de divulgação interruptiva.

Unindo-se estes dois fatores: a necessidade de ser lembrado no meio de um mar de informações e a recusa à publicidade tradicional, vemos ganhar destaque cada vez maior o relacionamento com o cliente.

Quanto maior a proximidade com o cliente, mais facilmente a marca será lembrada. E o marketing de experiência age justamente para estreitar este relacionamento, lembra?

Os pilares do marketing de experiência

Construir uma boa estratégia de marketing de experiência, entretanto, tem menos a ver com os tipos de experiência que serão utilizados e mais sobre ter atenção aos princípios que possibilitam uma boa experiência.

A primeira coisa – e talvez a principal – que você deve entender é a importância de contar histórias verdadeiras. Sabe aquela história de que mentira tem perna curta? Pois é. Construir uma experiência com base em uma mentira pode trazer grandes prejuízos para a imagem da sua empresa quando a verdade vier à tona.

Além disso, é fundamental ressaltar outros pontos importantes:

  • Pense em criar um relacionamento individual com cada um dos seus clientes. É claro que fazemos planejamentos pensando num grupo de pessoas, mas é fundamental reconhecer cada cliente como um único indivíduo;
  • Lembra da enxurrada de informações que recebemos todos os dias? Pense nisso para criar o seu fator inesquecível.
  • Um marketing focado no relacionamento com o cliente exige uma visão de longo prazo. As estratégias de marketing de experiência não devem ser usadas como medidas emergenciais para alcançar metas, mas como componentes do core da estratégia de marketing.

Marketing de experiência x Inbound Marketing

Assim como o marketing de experiência, o inbound marketing também preza por construir um relacionamento com os clientes (ou Leads). Dessa forma, podemos até mesmo considerar que o Inbound pode ser um dos braços do marketing de experiência, uma vez que o conteúdo produzido e distribuído numa estratégia de Inbound propaga as missões, visões e valores da marca de forma natural.

Uma vez que o marketing de experiência é composto por tudo que o cliente passa, desde quando não conhecia a marca, até se tornar um cliente fiel – e propagador, devemos ter em mente que é possível inovar em todos os pontos de contato, excedendo as expectativas e criando uma experiência positiva.

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Ana Paula Agostini

Planner Analyst em Conexorama
Formada em Design, em algum momento me distraí e quando vi fui engolida pelo marketing digital. Uso mais de 30 filtros porque não sei lidar com e-mail bagunçado.
Ana Paula Agostini