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O que é data driven marketing e como implementar essa cultura?

Por Flávia Umpierre em 6 de março de 2020
Leitura de 8 minutos

Quem trabalha com Inbound sabe: não só de boas práticas é feita uma campanha ou plano de Marketing Digital, é preciso colher dados, mergulhar em números e fazer inúmeras análises.

E é voltado para esse movimento crescente no mercado que surge o Data Driven Marketing. O termo, traduzido livremente como marketing guiado por dados, é a estratégia de tomar decisões e orientar ações a partir da análise de um volume considerável de informações geradas.

Esse assunto ainda é um grande ponto de interrogação para você? Falar sobre análise de dados lhe dá arrepios? Então acompanhe com atenção o artigo abaixo!

Vamos falar sobre como obter insights e guiar as ações de marketing a partir dos números do mercado, da sua empresa e de seus consumidores. Bora lá?

Data Driven Marketing: o que é e como funciona?

“Marketing sem dados é como dirigir com os olhos fechados”, bem conceituou Dan Zarrella, cientista das Mídias Sociais da HubSpot e autor de quatro ótimos livros sobre o assunto.

Como nós queremos dirigir de olhos bem abertos, vamos nos debruçar sobre o máximo de dados possível, não é mesmo?

E é nesse contexto que nasce o Data Driven Marketing, que tem por intuito compilar um número cada dia maior de informações sobre perfil e comportamento dos bilhões de pessoas e empresas que navegam diariamente do ambiente digital.

Para se ter uma ideia, somente no Brasil, até 2018, éramos mais de 126,9 milhões de usuários conectados, segundo a pesquisa TIC Domicílios, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic).

 

E que dados são esses?

Grande parte do big data ao qual temos acesso atualmente, como profissionais de marketing, surge a partir das interações dos usuários com nossa empresa nos mais diversos canais de comunicação, do comportamento deles nas redes sociais, das pesquisas e compras realizadas nos mais diversos portais e mecanismos de busca, como o próprio Google.

Mas outra parcela importante vem também a partir das informações que eles mesmos nos disponibilizam via acesso ou conversão em nossos sites, blogs, Landing Pages, campanhas pagas, entre outros.

Benefícios do Data Driven Marketing para sua empresa

De cara destaco que, se aplicada a cultura do data driven em sua empresa, tendo a tomada de decisão orientada principalmente pelo que dizem os dados, você certamente tem uma capacidade infinitamente maior de assertividade e segurança para atingir seus objetivos de Marketing Digital.

Isso porque os dados coletados nos fazem ver com maior clareza as forças e fraquezas do nosso negócio e possibilitam agir de forma preditiva. Isto é, conseguimos prever oportunidades, cenários desafiadores e planejar ações para minimizar riscos.

Outro benefício é poder obter uma vantagem competitiva importante ao falar diretamente com seu público, sabendo onde ele está e o que ele está buscando na web.

Assim, as empresas Data Driven Marketing são capazes de criar ações hiper criativas e disruptivas, compreendendo com segurança as tendências do mercado e os temas em voga nos mais diversos círculos sociais.

De forma resumida, as vantagens do Data Driven Marketing são:

  1. Criar ações de marketing mais personalizadas,100% focadas em sua Persona, possibilitando alcançar melhores resultados ao falar com o público certo, na voz correta para tratar especificamente dos temas o que interessa;
  2. Isso será revertido em maior audiência e engajamento da sua base com os conteúdos produzidos;
  3. Criar campanhas pagas (anúncios) mais qualificadas, que serão melhor recebidas pelo público, causando menor rejeição e aumentando as interações e conversões;
  4. Melhorar o posicionamento da marca e aperfeiçoar produtos e serviços, ao se debruçar sobre a percepção do público e dados factíveis sobre seu comportamento;
  5. Melhoramento do ROI (Retorno sobre o Investimento), otimizando custos de campanhas e esforços investidos nos canais e ações mais efetivas; entre outras.

Análise dos dados e extração de insights

E agora que você está convencido a criar uma cultura de Data Driven Marketing em sua empresa ou agência, como analisar um volume cada vez maior de dados e informações, e ainda extrair insights certeiros?

Para quais dados deve mirar o olhar? E como otimizar esse processo de análise?

O primeiro passo é definir sobre quais informações queremos nos debruçar. Tenha em mente que o objetivo aqui é criar uma visão macro do seu produto ou serviço, conhecer cada vez mais o seu consumidor, medir a efetividade de suas campanhas, otimizar ações de marketing e, claro, dar passos mais firmes em direção ao crescimento.

Por exemplo, é possível compreender e se aproximar do público extraindo dados sobre o perfil das pessoas que acessam seu conteúdo ou que gostaria que acessasse (quem são? onde estão? o que buscam?); dados sobre seu comportamento na web e fora dela (com quem se relacionam? como agem diante de determinadas situações, etc).

Também é possível melhorar os investimentos em mídia, otimizar esforços nos mais diversos canais e melhorar o posicionamento no mercado, olhando para dados gerais como situação socioeconômica da região, aspectos culturais, sazonalidade, entre outros.

Para esse árduo trabalho, temos a nosso alcance hoje diversas ferramentas de automação de marketing, análise e acesso à banco de dados, entre elas, posso citar o próprio Google Analytics e Google Ads, RD Station, Hubspot, SemRush, Audience Insights (Facebook) Hootsuite, MLabs, entre outros.

Google Analytics

Alguns deles possibilitam a coleta de grande número de dados, outros, não apenas a coleta como também a análise e geração de insights. Na dificuldade, sempre podemos recorrer também às boas e velhas planilhas do Google, ao Excel e ao Power BI.

Não só isso. Crie dashboards, relatórios, debata com o time os resultados encontrados.

Faltou alguma ferramenta? Comente ao final e nos ajude a melhorar este conteúdo! 😉

Como tornar minha equipe Data Driven Marketing?

Agora que você se convenceu a tornar seu time de marketing data driven, precisa capacitar o pessoal para atuar dessa forma, certo? Para auxiliar você, reuni algumas dicas:

Dica 1: Liste quais os dados mais relevantes

Vimos acima que lista pode ser longa, a depender muito do seu objetivo, não é mesmo?

Então, antes de mais nada, sente com a equipe e volte seu olhar ao seus KPIs (Key Performance Indicator, ou Indicador-chave de Performance). Eles certamente lhe darão a resposta correta!

Dica 2: Escolha as melhores ferramenta (e que se encaixem no seu budget)

Temos hoje no mercado diversas ferramentas excelentes para a captação e análise de dados. Algumas já citadas acima.

Você não precisa se desesperar caso seu orçamento não permita hoje grandes investimentos em marketing, já que algumas são gratuitas ou bem baratas.

O Google Analytics é um ótimo exemplo! O grande queridinho dos profissionais de marketing tem versão grátis e uns dos que inspiram maior credibilidade sobre as informações.

O que você pode colher dele? Comportamento da audiência do seu site ou blog, perfil dos acessos, origem, jornada de compra, entre outros.

E não se esqueça do Google Ads, que além das inúmeras possibilidades de realização de testes e acompanhamento da performance dos anúncios, também permite fazer levantamentos a respeito de termos em alta, por exemplo.

Suas redes sociais também podem ser grandes aliadas nesse momento. Praticamente todas possibilitam a geração de relatórios sobre o perfil e comportamento de seus seguidores.

Com isso, você poderá ver o que está dando certo, realizar testes e entender qual melhor conteúdo, horário e formato para publicar. Quer outra ferramenta? Experimente o Audience Insights, do Facebook, que oferece insights tanto dos usuários que seguem a sua página, quanto das demais pessoas conectadas ao Facebook.

E, claro, use e abuse das ferramentas de automação de marketing que já utiliza. Elas geralmente possuem features próprias para análise de dados gerados a partir da sua base de Leads.

Dica 3: Mude o mindset do time e faça todos pensarem “data driven”

De nada adianta determinar que os dados serão as rainhas da estratégia de marketing, montar toda a corte e munir de ferramentas, se o time não vestir a camisa.

Pensar “data driven” é um processo no qual mudamos nossa forma de argumentação e colocamos em segundo plano o puro e simples feeling para dar espaço à voz dos números.

Para mudar essa cultura, muito impregnada nas agências e equipes de marketing, é preciso estimular o debate com base em dados e o uso das ferramentas disponíveis.

Exemplo: As vendas caíram devido à sazonalidade? Que dados nos mostram isso? Quais fatores do mercado levaram a isso? E como tem se comportado nosso público?

E não se esqueça, claro, de capacitar o time! Várias das ferramentas citadas neste artigo disponibilizam cursos e tutoriais gratuitos, de fácil compreensão.

O que achou deste artigo? Faltou alguma informação? Tem outras dicas valiosas? Compartilhe com a gente!

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Flávia Umpierre