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Criatividade: 5 dicas de livros para tirar as ideias do papel (e ser produtivo)

Por Content em 23 de agosto de 2019
Leitura de 6 minutos

Gostaria de começar o artigo já com uma polêmica:
Você se considera uma pessoa criativa? 

Tenho estudado sobre criatividade há 3 anos e sempre que faço esta pergunta para alguém, a primeira resposta que recebo é um silêncio seguido de uma risada que termina com um “mais ou menos”.

Pouquíssimas vezes, alguém respondeu assim, de bate e pronto, “Sou criativo, super criativo, criativíssimo.”

E o motivo para tanta desconfiança é que associamos a criatividade a heróis, a pessoas que nasceram com um dom especial, não é mesmo?

Com certeza, a resposta viria mais rápido se a pergunta fosse:
“Quem você considera criativo?”.

Eu, por exemplo, sou apaixonada pela Nina Simone, nunca considerei que ela tenha nascido com esse dom. Muito pelo contrário, sei que a cantora abriu mão de muita brincadeira com as crianças da escola para correr atrás do sonho de ser uma pianista clássica. Infelizmente, isso não aconteceu, mas no meio do caminho ela se tornou uma das maiores cantoras de jazz dos Estados Unidos.

O que estou querendo dizer aqui é que criar é algo comum e que o momento Eureka não existe. 

Isso vale tanto para aquele texto que você precisa escrever, para o ebook que precisa ser diagramado, para a ideia inovadora que insiste em ficar no papel e também para o planejamento de Inbound Marketing do seu negócio.

Kevin Ashton,  autor do livro A história secreta da criatividade: descubra como nascem as ideias que podem mudar o mundo e pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT), que inventou a expressão Internet das Coisas (IOT, na sigla em inglês) conta nessa obra que:

“Construir a IOT foi um processo lento e difícil, assolado por política e infestado de erros, desconectado de estratégias e planos grandiosos. Aprendi a ter sucesso aprendendo a fracassar. Aprendi a não ficar surpreso com adversidade e se preparar para ela.”

Criar algo novo, exercer a famigerada criatividade, portanto, não passa de trabalho, muito trabalho, uma sequência de passos em direção a um objetivo.

Vamos tirar essas ideias do papel? Confira abaixo alguns livros que vão ajudar você a parar de procrastinar.

1 – Organizando as ideias (Diário em tópicos)

Já estamos de acordo de que a criatividade não é um dom divino, mas sim uma sequência de muitos passos, erros e acertos em direção a uma ideia inovadora, certo?

Com isso em mente, está na hora de organizar a casa, fazer um planejamento rumo ao caminho criativo. Se você ainda não tem um método de organização para chamar de seu, o livro Diário em tópicos: guia prático de Rachel Wilkerson Miller é um bom pontapé inicial.

A escritora recomenda a metodologia do diário de tópicos para:

  • Quem utiliza o papel para listar as tarefas;
  • Quem tem o hábito de estabelecer metas;
  • Quem gostaria de escrever um diário, mas tem dificuldades de escrever todo dia;
  • Quem quer começar a usar agendas e planners;
  • Quem quer organizar o seu dia e dar conta de tudo.

Nele, ela ensina a fazer acompanhamentos diários, semanais, mensais, financeiros, domésticos e até planejar as refeições.

Mas, se você não é muito do papel e quer se organizar de outro jeito, confira este artigo da Conexorama: 4 ferramentas para dobrar a produtividade de quem trabalha em agência digitais.

2 – Transformando uma ideia em negócio (Empreendedorismo Criativo)

Quem aí já teve uma ideia que, em um primeiro momento, pareceu genial e no instante seguinte foi descartada como algo sem graça e sem a menor chance de ser colocado em prática?

O livro Empreendedorismo Criativo da jornalista Mariana Castro traz uma seleção de empresas inovadoras e mostra o raio x desses negócios: o que são, como surgiu a ideia, como virou realidade, qual o modelo de negócio, o que a empresa pretende no futuro, quem faz o negócio acontecer e qual o desafio de continuar trabalhando na transformação de conhecimento e criatividade em inovação.

O livro é recomendado principalmente para quem acaba jogando boa ideias fora sem dar uma segunda chance.

3 – Aprendendo a conviver com o medo (Grande Magia)

Para esses momentos, recomendo a Grande Magia: vida criativa sem medo da escritora Elizabeth Gilbert. Ela já começa a obra perguntando se “você tem coragem de trazer à tona os tesouros que estão escondidos dentro de você?” 

Para ela, essa longa jornada rumo a retirada de uma ideia do papel (por mais simples que possa parecer) passa primeiramente pelo aprendizado de viver com o medo e o desconforto. Feito isso é correr atrás.

Ela também fala sobre o surgimento das novas ideias e o que acontece quando você diz sim (ou não!), além de abordar questões como persistência, confiança e carreira versus vocação.

4 – Identificando o que é essencial (Essencialismo)

Você já está convencido de que a hora de agir é agora, mas quando começa a colocar as anotações no papel é surpreendido por uma lista gigantesca de atividades?

A saída para este embate é aprender a identificar o que é essencial do que não é, o que deve ser priorizado e o que pode ficar para depois.

Essencialismo: a disciplinada busca por menos entrou rapidamente na lista dos mais lidos do The New York Times justamente porque ajuda a resolver este grande dilema da vida moderna: como ter mais tempo?

Greg Mckeown nos apresenta a máxima de que “Se não estabelecermos prioridades, alguém fará isso por nós”. 

A afirmativa parece dura em um primeiro momento, mas depois que você entende a diferença entre uma vida essencialista e uma não essencialista, a vontade de colocar tudo em prática é quase que instantânea.

Um bom exemplo disso é enquanto um não essencialista reage ao que é mais urgente, diz sim sem pensar direito e tenta forçar a execução na última hora. Um essencialista faz uma pausa para avaliar o que realmente importa; diz “não” para tudo, menos o que é essencial e remove obstáculos para tornar a execução fácil.

Viu como é fácil escolher um lado? Qual é o seu?

Você não está só #tmj (A história secreta da Criatividade)

A última dica é a bíblia sobre A história secreta da criatividade de Kevin Ashton da qual falei no início do artigo. O pesquisador reuniu várias ideias que mudaram o mundo e que foram frutos de muito trabalho, justamente para derrubar o mito do gênio e do momento Eureka.

Você vai perceber que não está sozinho ao conhecer dilemas de pessoas comuns…

  • Como a do médico que reduziu a taxa de mortalidade de mães no parto ao colocar um passo simples no processo: lavar as mãos;
  • Do escravo que criou uma forma de polinizar a flor da baunilha, gerando muita riqueza para agricultores da região de Saint-Denis, na França;
  • Como Steve Jobs teve a ideia para criar o iPhone;
  • E como Woody Allen se achava mais criativo quando não se importava com a opinião das pessoas;

E muitas outras descobertas e insights em diferentes áreas do conhecimento. É uma leitura um pouco cansativa, uma vez que é repleta de dados e fatos, mas ainda assim é um livro motivador.

E você, tem algum hábito para estimular a criatividade? Divida a sua experiência conosco nos comentários!

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